NÃO TENHO A MÃO DE DEUS, SÓ O CALCANHAR DE AQUILES:

O Calcanhar de Aquiles é um blog, a solo, de Crítica de Teatro.

Aqui a pretensão nunca é a da composição de um poema dramático, apesar do drama que se vive por vezes ao se tentar escrever sobre o dramático. Dramas aparte, regra geral os dramas são sempre melhores que os textos sobre esses dramas ou os dramas que se criam a propósito dos dramas escritos sobre os dramas cénicos.

Adoraria escrever um espectáculo de textos, mas textos não são espectáculos. O (meu) calcanhar de Aquiles é também, necessariamente, um drama e a minha tragédia, com tudo o que isso implica. O (meu) calcanhar de Aquiles é, aqui, obviamente, mais evidente do que quaisquer outros calcanhares que a pretensão venha a encontrar.

A exposição de um texto não é menor que a tarefa de um herói semi-divino que se põe a fazer coisas fora do seu alcance, e eu sempre tomei banho com os pés de fora.

Obrigada pela confiança que vos trouxe à leitura deste blog.

Obrigada pela desconfiança que vos trouxe à leitura deste blog.

Obrigada também à curiosidade, pura e simples, e às verdades inequívocas de Oscar Wilde. Não tenho a Mão de Deus. Só o Calcanhar de Aquiles.

E como sempre gostei mais de flores do que Teatro, porque são trágicas e dramáticas de uma maneira sui generis, mais vale citar a botânica:

“Lamentavelmente, não sou jardineiro, não sei plantar rosas e fazê-las crescer. Mas ainda sei reconhecer quais são as mais perfeitas, e quais são as mais débeis, porque lhes faltam pétalas, têm uma cor menos apurada ou tamanho impróprio. No entanto é nestas últimas que encontro a beleza e são estas que escolho para fixar no tempo: dão as melhores naturezas mortas,estas, que têm o que se falar delas”